Foto: Felipe Ghirello - Divulgação: Museu da Diversidade Sexual
Foto: Felipe Ghirello - Divulgação: Museu da Diversidade Sexual

Arte & Cultura

Museu da Diversidade Sexual destaca saúde humanizada, memória LGBTQIA+ latino-americana e cineclube em programação de abril

Para além das exposições, agenda ocupa também o Centro de Empreendedorismo e Pesquisa do MDS com oficinas, sessões e encontros voltados a experiências culturais e trocas sobre diversidade

Data de Publicação: 10/abr/2026

O Museu da Diversidade Sexual (MDS), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, dedica sua programação de abril à valorização das produções artísticas da comunidade e à celebração da diversidade em múltiplas linguagens, gerações e culturas.

Ao longo do mês, o público poderá participar do Rolezinho LGBTQIA+ – 100 anos de Darcy Penteado, da nova edição do Cineclube MDS – Assexybilidade com Estela Lapponi, de uma Roda de Conversa Atendimento Humanizado de Saúde e lançamento Querido Gineco, além do cursos de Artes Visuais e Memória LGBT+ Latinoamericana, oficinas e visita mediada em Libras, ampliando o acesso e promovendo encontros plurais dentro e fora do museu.

Além das atividades da programação especial, o Museu segue com suas exposições em cartaz: a mostra de longa duração Pajubá: A Hora e a Vez do Close, que celebra a potência e a resistência da linguagem e da cultura LGBTQIA+, e a exposição Todos os Rios: Identidades LGBTQIA+, em cartaz até 2 de agosto de 2026, que amplia o olhar sobre as múltiplas vivências e narrativas da comunidade, reunindo obras do acervo da Pinacoteca de São Paulo e propondo um percurso pela presença LGBTQIA+ na história da arte brasileira.

Confira abaixo a programação completa de abril:

Ateliê de Tear
Nesta oficina, o museu convida o público a aprender juntos a criar um mini tear para produzir colares e pulseiras cheias de estilo, afeto e identidade. Através da técnica milenar kumihimo, um trançado tradicional do Japão feito originalmente com fios de seda, vamos transformar linhas em verdadeiros acessórios de poder. É história, é manualidade e é resistência.
Data: 02 de abril
Hora: 18h30

Local: Museu da Diversidade Sexual
Inscrições gratuitas no link.
Livre para todos os públicos.


Cineclube MDS – Assexybilidade com Estela Lapponi
O documentário Assexybilidade, dirigido por Daniel Gonçalves, reúne relatos de pessoas com deficiência sobre suas experiências relacionadas à sexualidade, abordando temas como desejo, afetividade, relacionamentos e os impactos do capacitismo na construção dessas vivências.

A obra se propõe a questionar um estigma profundamente enraizado na sociedade: a ideia de que pessoas com deficiência seriam seres assexuados, infantilizados ou desprovidos de desejo. Ao apresentar depoimentos diretos de seus personagens, o filme revela a pluralidade de experiências afetivas e sexuais dessa população, contribuindo para a desconstrução de preconceitos e para o reconhecimento de direitos historicamente negligenciados.

Além de sua relevância temática, Assexybilidade também possui importante reconhecimento no circuito de festivais, tendo sido exibido em diversos eventos internacionais e premiado em festivais de cinema dedicados à diversidade e ao documentário.

A participação de Estela Lapponi, artista, performer e uma das figuras presentes na obra, contribui para ampliar o diálogo com o público ao trazer reflexões sobre o processo de criação do filme, as experiências retratadas e os desafios enfrentados por pessoas com deficiência no campo da arte, da sexualidade e da representação cultural.

Data: 11 de abril
Hora: 15h às 17h
Local: Museu da Diversidade Sexual
Inscrições gratuitas no link.
Livre para todos os públicos.


Visita mediada em Libras
O MDS disponibilizará uma pessoa intérprete para acompanhar a equipe de educadoras em uma visita mediada pelas exposições do museu.
Data: 11 de abril
Hora: 16h
Local: Museu da Diversidade Sexual
Inscrições gratuitas no link.
Livre para todos os públicos.


Roda de Conversa Atendimento Humanizado de Saúde e lançamento Querido Gineco
A atividade celebra o Dia Mundial da Saúde, comemorado anualmente em abril, por meio de uma roda de conversa sobre atendimento médico, com foco no cuidado ginecológico. A proposta é discutir como esses atendimentos devem ser realizados de forma mais inclusiva e humanizada, considerando a população em geral, especialmente pessoas em situação de vulnerabilidade, levando em conta identidade de gênero e contexto socioeconômico.

A conversa será conduzida por Little Goat, pessoa autora da HQ Querido Gineco, lançada no final de 2025. Participam também a ginecologista Carol Rebello, que atuou como consultora do projeto, e o médico infectologista Daniel Figueiredo, atual Diretor Médico da Clínica Comunitária de Saúde Sexual – AHF Brasil. Com base em suas experiências, os convidados contribuirão para o debate trazendo perspectivas sobre práticas de atendimento humanizado, especialmente voltadas à comunidade LGBTQIA+.
Data: 18 de abril
Hora: 15h
Local: online.
Inscrições gratuitas no link.
Livre para todos os publicos.


Artes Visuais e Memória LGBT+ Latinoamericana
O curso “Arte e Memória LGBTQIA+ na América Latina”, com carga horária de 20 horas, tem a proposta de analisar a vida e a obra de artistas LGBTQIA+ latino-americanas a partir de uma abordagem multidisciplinar, que integra teoria e prática.

Ministrado por dois artistas com formações distintas, o curso será estruturado em encontros divididos em duas etapas complementares: uma aula teórico-histórica e uma oficina experimental de prática artística. Nessa segunda parte, os participantes serão convidados a criar, individual ou coletivamente, novas obras inspiradas em técnicas e temas abordados anteriormente.
O cronograma contempla nomes como Sor Juana Inés de la Cruz, Madame Satã e Pedro Lemebel, entre outras personalidades relevantes para a discussão.
Data: 18 e 25 de abril e 09, 16, 23 de maio
Horário: 14h às 18h
Local: Centro de Empreendedorismo e Pesquisa (Av. São Luis, 120 – Republica)
Inscrições gratuitas no link.
A partir de 16 anos.


Rolezinho LGBTQIA+ – 100 anos de Darcy Penteado
O Rolezinho LGBTQIA+ – Darcy Penteado convida o público para uma caminhada cultural que celebra os 100 anos de nascimento de Darcy Penteado, artista, escritor e ativista fundamental para a história LGBTQIA+ no Brasil.
Ao longo do percurso, a atividade visita espaços marcantes de sua trajetória, conectando arte, memória, cidade e engajamento político. A proposta é oferecer uma leitura sensível da paisagem urbana, revelando como as experiências e contribuições de Darcy ajudam a compreender a cultura brasileira.

Com mediação especializada, o rolezinho traz à tona contextos históricos, obras e episódios emblemáticos da vida do artista, estimulando reflexões sobre diversidade, criação artística e a ocupação do espaço público.
Data: 25 de abril
Horário: 15h às 17h
Local: Museu da Diversidade Sexual
Inscrições gratuitas no link.
Livre para todos os públicos.


Roda de Conversa: Campo de Mandinga – Conscientizando e acolhendo | Coletivo Mulheres da Garo
A atividade propõe um espaço de diálogo e escuta sobre saúde mental e direitos da população LGBTQIA+, reunindo profissionais que atuam diretamente com essas temáticas.

O encontro convida o público a refletir sobre os impactos emocionais da LGBTfobia, autoestima e relações afetivas, além de apresentar informações sobre direitos e políticas públicas voltadas à diversidade sexual e de gênero. A proposta é promover acolhimento, troca de experiências e acesso ao conhecimento, fortalecendo redes de apoio e ampliar o debate sobre bem-estar e cidadania LGBTQIA+.
Data: 26 de abril
Hora: 15h às 17h
Local: Museu da Diversidade Sexual
Inscrições gratuitas no link.
Livre para todos os públicos.


Clube do Livro MDS – Tybyra: Uma Tragédia Indígena Brasileira
O Clube do Livro do MDS convida o público para um encontro especial com o escritor indígena Juão Nÿn, em torno de sua obra Tybyra: Uma Tragédia Indígena Brasileira.
Inspirado em um episódio histórico de 1614, o livro resgata a história de um indígena tupinambá executado por colonizadores após ser acusado de sodomia, um caso frequentemente apontado como um dos primeiros registros de violência contra dissidências sexuais no território brasileiro.

A partir dessa narrativa, Juão Nÿn constrói uma obra potente que entrelaça literatura, memória histórica, espiritualidade indígena e crítica ao colonialismo. O encontro propõe uma reflexão profunda sobre identidade, território, sexualidade e poder, conectando passado e presente. Após a conversa inicial, o público será convidado a participar do debate, criando um espaço aberto de troca, escuta e construção coletiva.
Data: 27 de abril
Hora: 16h às 20h30
Local: Museu da Diversidade Sexual
Inscrições gratuitas no link.
Livre para todos os públicos.


Sobre o Museu da Diversidade Sexual

O Museu da Diversidade Sexual de São Paulo, é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, destinada à memória, arte, cultura, acolhimento, valorização da vida, agenciamento e desenvolvimento de pesquisas envolvendo a comunidade LGBTQIA+ – contemplando a diversidade de siglas que constroem hoje o MDS – e seu reconhecimento pela sociedade brasileira. Trata-se de um museu que nasce e vive a partir do diálogo com movimentos sociais LGBTQIA+, se propõe a discutir a diversidade sexual e de gênero e tem, em sua trajetória, a luta pela dignidade humana e promoção por direitos, atuando como um aparelho cultural para fins de transformação social.

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