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Conhecimento

AFPESP mobiliza-se no combate ao idadismo

Divulgação de obra escrita por especialistas visa contribuir para mitigar o preconceito contra idosos

Data de Publicação: 19/abr/2026

Sempre engajada no combate ao etarismo, a Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP), em cujo quadro de 256 mil pessoas filiadas 55% têm mais de 60 anos, está apoiando a divulgação do Pequeno Manual Anti-idadista, publicado pelo Coletivo Velhices Cidadãs. A obra contém artigos de 43 especialistas, dentre eles o médico Gilberto Natalini, coordenador de Meio Ambiente da entidade, ex-vereador paulistano, que atua, dentre outras frentes, na promoção do envelhecimento ativo.

“Envelhecer é um direito social, não um diagnóstico. A reversão da classificação da velhice como doença pela (Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2022, foi uma vitória global que impulsionou a criação do Coletivo Velhices Cidadãs, focado na pluralidade do envelhecer e na defesa do lema ‘nenhum direito a menos’. Nosso compromisso é construir um Brasil que acolha a longevidade com a dignidade, o respeito e a felicidade que todos merecemos”, enfatiza Natalini.

O idadismo pode acontecer de três formas: institucional (quando leis, regras, normas sociais, políticas e práticas de instituições e empresas restringem injustamente as oportunidades e prejudicam sistematicamente os indivíduos); interpessoal (entre dois ou mais indivíduos); e autodirigido (quando o preconceito de idade é contra si mesmo).     

De acordo com as projeções de população do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2000 a 2023, a proporção de idosos na população brasileira quase duplicou, subindo de 8,7% para 15,6%. Em 2070, cerca de 37,8% dos habitantes do País serão idosos. 

“Sempre visamos à qualidade da vida dos nossos associados. Por isso, intensificamos o olhar sobre o acelerado envelhecimento populacional, priorizando o combate a todas as formas de intolerância etária, que impactam a saúde física, mental e o bem-estar social. Essa postura proativa reafirma nosso compromisso com a dignidade na longevidade e com o entendimento de que, conforme ratificado mundialmente, velhice não é doença”, afirma Artur Marques, presidente da AFPESP, ressaltando a importância da mobilização da sociedade no combate ao idadismo e de ações como a publicação do Pequeno Manual Anti-idadista.

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