Já encenada no Reino Unido, África do Sul, Austrália e México, a peça, inédita no Brasil, é baseada em histórias reais coletadas pelo autor britânico Jack Holden, quando trabalhava como voluntário na central de atendimento de apoio LGBTQ+ Switchboard.
“Nada nos faz tirar a atenção de Igor Cosso, tamanha a entrega que dispensa às personagens que vivencia. O ator reflete destreza ao proferir seu monólogo, sem perder o fôlego.” Claudio Handrey, jornal Correio da Manhã, e jurado APTR.
“Talento de ator e carisma de ser humano, além de uma bela presença de palco se juntam para que sua atuação seja destaque. O ator nos presenteia com um trabalho visceral.” Gilberto Bartholo, O Teatro Me Representa.
O Brasil recebe sua primeira montagem da peça britânica CRUISE, aqui rebatizada como “CRUISE – minha última noite na Terra”, com estreia marcada em São Paulo para 7 de novembro, quando o ator e idealizador Igor Cosso sobe ao palco do Teatro Ruth Escobar sob a direção de Orlando Caldeira (indicado ao Prêmio Shell de Melhor Direção por “Pelada – A Hora da Gaymada” e vencedor do Prêmio PRIO de Humor de Melhor Direção pela mesma peça).
A peça, que chega a São Paulo depois de sucesso de crítica e público no Rio, é uma celebração aos anos 80 e à música eletrônica daquela década, e uma homenagem à geração de pessoas LGBTQIAPN+ que enfrentaram o terror e a ignorância da época do surgimento do HIV.
“Quando li o texto pela primeira vez, tive uma catarse. Entre choro e risadas, só tive uma certeza: eu precisava contar essa história de todo jeito. Um ano se passou entre produção, pesquisa, mergulho e encontro com artistas maravilhosos que, ao serem apresentados à peça, pulsaram o mesmo sentimento que o meu. A peça honra uma geração de pessoas LGBTQIAPN+ que viveu, amou, dançou e sobreviveu em meio ao surgimento da House Music da década de 80, e ao terror da epidemia de HIV/AIDS. Ao revisitar a cultura das pistas dos anos 80, CRUISE revela a música e a dança como espaços de acolhimento, pertencimento e resistência. Em meio ao pânico moral, à violência, à negligência e ao luto provocados pela crise do HIV/AIDS, a pista de dança se tornou um lugar onde a dor podia ser transformada em movimento, música e vida.É sobre memória, liberdade e a urgência de viver e dançar como se fosse a nossa última noite na terra.”, celebra Igor Cosso, ator e idealizador.
Por meio do encontro entre as gerações contemporânea e a que sobreviveu à epidemia da AIDS nos anos 80, a peça reflete sobre a urgência de viver, o envelhecimento queer e a importância de se preservar o legado histórico de toda uma geração sacrificada pelo então desconhecimento cientifico e consequente aumento do preconceito em relação à população LGBTQIAPN+.
“Cruise faz refletir sobre a importância de honrar a geração de gays que atravessou os anos 80 e enfrentou o pânico moral, a negligência e o luto, e transformou a cena musical através da House Music. A pista de dança era território sagrado, um templo laico onde corpos marginalizados encontravam abrigo e pertencimento. Cruise é um convite à reconexão geracional. Mostra aos jovens LGBTQIAPN+ de hoje que sua história não começou ontem e que a alegria da pista sempre foi uma tecnologia de sobrevivência, resistência e luta, fortalecendo nossa comunidade.”, conclui Orlando Caldeira, diretor.
SINOPSE
Jack (Igor Cosso) é um jovem voluntário de um serviço de apoio telefônico à comunidade LGBTQIAPN+, mas não sabe muito bem como lidar com as angústias e demandas que o seu público traz. Até que, numa noite, atende à ligação de Michael, veterano da crise do HIV dos anos 80. Durante uma longa madrugada ao telefone, o jovem é transportado no tempo até o efervescente bairro do Soho, descobrindo as dores, os amores, as perdas e a euforia das pistas de dança de uma época em que o diagnóstico do HIV era encarado como uma sentença de morte, e se jogar na música eletrônica era a catarse e a salvação possíveis. A conversa com Michael provoca uma transformação definitiva na relação de Jack com sua própria sexualidade e com a comunidade LGBTQIAPN+.
“Sabendo transitar por mais de trinta caracterizações, sob diferenciais modulações vocais, atuando como um contador de histórias queer para propiciar um necessário tributo e um afirmativo memorial. (…) convicto alcance para um carismático compartilhamento ator/espectador.” Wagner Corrêa, Escrituras Cênicas.
ESTREIA: 07 de novembro (sábado), às 20h
ONDE: Teatro Ruth Escobar / Sala Gil Vicente – Rua dos Ingleses, 209 – Morro dos Ingleses, SP
HORÁRIOS: sexta e sábado às 20h, domingo às 18h
INGRESSOS: plateia VIP R$150 e R$75 (meia); plateia premium R$120 e R$60 (meia); balcão VIP R$80 e R$40 (meia) ; balcão prata R$80 e R$40 (meia) em https://www.ticketmaster.com.br/event/cruise-minha-ltima-noite-na-terra-teatro-ruth-escobar
BILHETERIA: de 3ª a dom, das 14h às 20h ou até o horário das sessões
CAPACIDADE: 320 espectadores
DURAÇÃO: 75 min
GÊNERO: odisseia queer
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos
ACESSIBILIDADE: sim
TEMPORADA: até 20 de dezembro
FICHA TÉCNICA
Idealização e elenco: Igor Cosso
Texto: Jack Holden
Direção: Orlando Caldeira
Tradução: Rodrigo Nogueira
Cenografia: Vino Fragoso
Iluminação: Pedro Carneiro
Figurino: Tiago Ribeiro
Música Original: Fabio Mondego e Fael Mondego
Assistente de Direção: Olivia Gold
Consultor Coreográfico: Heron Leal
Fotos: Moa Almeida
Costureira: Maria de Jesus
Identidade Visual: Lucas Sancho
Marketing: Lucas Sancho e Luis Rodrigues
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação: João Pontes e Stella Stephany
Produção de Base: Carinne Namba
Produção Executiva: Natália Oliveira
Direção de Produção: Miçairi Guimarães e Sandro Chaim
Realização: COSSO PRODUÇÕES e MAGIC ARTS