Ao longo de nove dias, 240 atrações gratuitas ocuparam a praça Charles Miller em edição marcada por grandes nomes da literatura brasileira e estrangeira e pela articulação entre editoras independentes e livrarias de rua
Já se vão cinco anos que um grupo de editores e livreiros, ainda na lenta retomada dos eventos culturais pós-pandemia, decidiu se juntar para criar um novo festival literário no coração de São Paulo, convidando grandes estrelas nacionais e estrangeiras para se apresentar gratuitamente em pleno espaço público. Começava a se constituir uma nova cena editorial, que vem florescendo em iniciativas semelhantes, como a Noite das Livrarias, o Mapa das Livrarias de Rua, o Festival Poesia no Centro, a Feira do Livro da Rocha, e novas livrarias e editoras pipocando pela cidade.
Realizada entre 30 de maio e 7 de junho, a quinta edição d’A Feira do Livro mostrou a consolidação dessa nova cena e firmou-se como um dos principais eventos literários na América do Sul, destacando também a cidade de São Paulo como uma das mais inovadoras e dinâmicas capitais internacionais do mercado de livros. O evento integra o calendário oficial da capital paulista, com data fixa no feriado de Corpus Christi, e sua sexta edição, que vai acontecer entre 22 e 30 de maio de 2027, já está em preparação.
Em 2026, sem ser nem underground nem massificado, o festival literário paulistano rompeu a bolha do universo editorial e foi abraçado pelo público e pela cidade de forma inédita.
As filas de autógrafos foram longas e muitas vezes se estenderam para fora dos horários e espaços previstos. Foram 170 expositores, 20 a mais do que em 2025, e um deles, a argentina Ampersand, foi a primeira participação internacional de uma editora na história do festival. A Praça do Telão, área gramada onde o público podia tomar o sol do outono paulistano enquanto assistia aos debates do Palco da Praça, ficou muitas vezes apinhada de leitores.
No feriadão, o paulistano parecia estar em casa n’A Feira do Livro 2026, quando tomava, desde logo cedo, as vielas formadas pelos espaços expositivos d’A Feira do Livro, em busca da próxima atividade na programação oficial ou na paralela. Em uma edição especialmente intensa e luminosa, o público compareceu em peso à praça Charles Miller — foram 93 mil visitas ao longo de nove dias — para grandes reencontros com autores e descobertas de escritores e novos projetos editoriais.
Exemplo dessa diversidade é o livro mais vendido na Livraria da Travessa, onde acontecem as sessões de autógrafos: de longa e respeitada trajetória intelectual, aos 82 anos o educador Fernando José de Almeida superou estrelas literárias brasileiras e estrangeiras com seu comovente ensaio dedicado à filha morta em 2023. O livro foi publicado por uma editora independente e de portas recém-abertas, a Seja Breve, que estreou em 2026 como expositora do festival literário.
“É um orgulho para nós que A Feira do Livro seja esse espaço de descobertas literárias e editoriais, além dos reencontros tão esperados com os autores mais queridos pelo público, aos quais Fernando José de Almeida se juntou agora”, diz Paulo Werneck, diretor geral do festival ao lado do arquiteto Alvaro Razuk, da Maré Produções.
Segundo Werneck, responsável pela curadoria ao lado da jornalista Maria Clara Villas, a Seja Breve — editora criada em São Paulo em 2025 por dois amigos jornalistas — é o exemplo do perfil dos expositores d’A Feira do Livro: de porte pequeno ou médio, independente, com projeto editorial inovador e excelência gráfica e literária. “Um festival como A Feira do Livro tem a possibilidade de revelar para o grande público um autor como Fernando, que merece a nossa atenção, e também uma editora recém-nascida como a Seja Breve”, diz Werneck.
Um dos pontos altos da programação oficial, a participação de Almeida foi uma das diversas mesas que trataram de perdas, da morte e da finitude. Entretanto, infelizmente o fim da vida foi mais do que um tema na quinta edição do festival: no sábado (6), foi divulgada a triste notícia da morte, em Itabira (MG), de uma das convidadas da programação oficial, a autora quilombola Dona Rosinha. A escritora recebeu uma homenagem do festival, em mesa com Bianca Santana, que havia sido convidada para entrevistá-la, o jornalista Matheus Leitão e o escritor e crítico Tom Farias.
Segundo o arquiteto Alvaro Razuk, da Maré Produções, diretor geral do festival literário paulistano, “A Feira do Livro, em sua quinta edição, amadurece como projeto urbanístico e democrático”. Segundo Razuk, a planta em 2026 traz o conhecimento acumulado ao longo das últimas edições e expressa o diálogo com a cidade, e com as pessoas que vivem nela, tanto os “usuários habituais da praça que voltam a visitá-la transformada pel’A Feira do Livro quanto os cidadãos que vêm conhecê-la pela primeira vez”. Durante A Feira do Livro 2026, foram realizados onze eventos diferentes na praça e no complexo do estádio, em convivência pacífica entre os diferentes públicos e organizadores.
A programação oficial d’A Feira do Livro 2026 reuniu 141 autores em torno de 240 atividades gratuitas, entre debates, palestras, bate-papos, oficinas, leituras em grupo, apresentações musicais e contação de histórias. Neste ano, além da presença de grandes nomes da literatura brasileira e estrangeira, a programação de autores, distribuída em três palcos oficiais e três paralelos, foi marcada por edições ao vivo de podcasts e pela consolidação do Espaço Rebentos, dedicado ao público infantojuvenil. O Futebol dos Autores, inaugurado em 2025, mas em clima de tradição, teve sua segunda edição, com partidas feminina e masculina, em parceria com a Mercado Livre Arena Pacaembu. Os Tablados Literários, onde acontece a programação paralela d’A Feira, reuniram mais de 250 convidados em 133 atividades, entre leituras, bate-papos, contações de história, debates, encontros, lançamentos de livro, apresentações musicais e oficinas elaboradas em parceria entre A Feira, Instituto Baccarelli; Instituto Motiva; Itaú Cultural; Fundação Theatro Municipal de São Paulo; Iara Wisnik; Japan House São Paulo; MAM de São Paulo; Museu do Ipiranga e FAAMP; Prefeitura Municipal de São Paulo; e LEDUCA.
O núcleo dos expositores reuniu 170 editoras, livrarias e instituições ligadas ao livro e à leitura, 20 a mais do que na edição de 2025. Este ano marcou o retorno de expositores como a Rocco, a Elefante e a Cartola Editora, presentes em edições anteriores, mas que se ausentaram no em 2025. Além disso, 23 instituições participaram do evento pela primeira vez, incluindo casas abertas no ano passado como a Seja Breve, a Casa Matinas e a Cosac, agora em nova fase. A entrada dessas editoras confirma A Feira do Livro como espaço de inovação e apoio a novas editoras e livrarias. Exemplo disso é a mesa da programação oficial sobre o Mapa das Livrarias de Rua de São Paulo, que trouxe para a cidade a celebração do Dia do Livro.
Mesmo com o crescimento no número de expositores, a estrutura arquitetônica não aumentou: foi observado um adensamento dos espaços expositivos, com mais projetos compartilhando tendas e realizando parcerias. Um novo modelo de participação coletiva, a Tenda das Ilhas, criado em 2025, caiu no gosto dos expositores e foi duplicado, reunindo casas editoriais com projetos singulares, equipes enxutas e alta relevância literária. A Tenda das Bancadas, que concentra editoras de menor porte, muitas vezes com apenas um ou dois profissionais cuidando de tudo, mais do que dobrou em número de expositores, passando de 23 em 2025 para 49 adesões em 2026. “O crescimento tanto das Ilhas como das Bancadas”, observa Werneck, “confirma os projetos independentes como núcleo central d’A Feira do Livro”.
A atenção ao fomento e ao desenvolvimento dessas editoras e livrarias independentes, fundamentais para a bibliodiversidade, circulação de ideias e descoberta de novos autores, se cristalizou no projeto SP Livro, lançado pela Associação Quatro Cinco Um durante A Feira do Livro 2026: uma articulação inédita entre bibliotecas escolares, editoras independentes e livrarias de rua com o objetivo de fortalecer o empreendedorismo editorial, e a relação entre as comunidades escolares e o mercado editorial independente. O projeto está desenvolvendo o selo Escola Amiga do Livro, que vai reconhecer e incentivar bibliotecas escolares a adotar boas práticas em relação ao livro no seu ambiente escolar.
Pelo quarto ano, A Feira do Livro recebeu expositores negros, quilombolas e periféricos por meio de um apoio do Instituto Ibirapitanga. Em 2026, nove expositores tiveram as taxas de participação pagas pelo instituto voltado para o combate à desigualdade racial. Essa parceria garantiu a participação de editoras e livrarias com foco no combate ao racismo e na divulgação da literatura negra e periférica que, com recursos próprios, não teriam como participar do festival.
Composição
Criada em 2022, A Feira do Livro leva para o espaço público, representado na praça Charles Miller, no Pacaembu, temas que são tendências entre os leitores, além de apontar perspectivas de debates literários e culturais no Brasil e no mundo.
A programação, coordenada por Paulo Werneck e Maria Clara Villas a partir de sugestões feitas pelos expositores e parceiros d’A Feira do Livro, procurou equilibrar a presença de autores consagrados e iniciantes, dos grandes grupos editoriais às casas independentes, mesclando gerações e sensibilidades diferentes, proporcionando tanto o reencontro com autores queridos quanto a descoberta de novos nomes.
Essa dinâmica pôde ser percebida durante o festival, com o público circulando por tendas de editoras menos conhecidas e lotando palcos de autores estreantes e consagrados. A lista de livros mais vendidos na Livraria da Travessa, livraria oficial d’A Feira do Livro também reforça esta tendência. O título mais vendido marca a estreia de um autor como best-seller — Elogio à saudade (2026), de Fernando José de Almeida, publicado pela Seja Breve, casa editorial com apenas um ano de existência, e que também estreou sua participação no festival —, já o segundo lugar no pódio de vendas foi Aos pés da letra (2026), do humorista e poeta Gregorio Duvivier, publicado pela Companhia das Letras, que neste ano comemora 40 anos de existência, consolidada como uma das maiores editoras do país.
Quem foi à praça Charles Miller encontrou a programação dividida em três palcos principais: o Palco da Praça; o Auditório do Museu do Futebol; e o Espaço Rebentos, voltado ao público infantojuvenil, além de três Tablados Literários — o Tablado Literário Mário de Andrade, o Espaço Motiva Tablado Literário, e o Tablado Literário Bubu —, onde aconteceu a programação paralela d’A Feira do Livro 2026, pensada em conjunto com expositores e parceiros do festival.
Com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, a organização desenvolveu uma plataforma digital para sanar a necessidade do público de se inteirar da programação por completo. No site afeiradolivro.com.br foi possível visualizar todos os expositores e eventos da programação em um só lugar, permitindo ainda que o público pudesse compartilhar e salvar os eventos de maior interesse na própria agenda do Google.
Novos formatos
Nesta quinta edição d’A Feira do Livro, a curadoria apostou em novos formatos de jornalismo, dando espaço na programação oficial para os podcasts de política Foro de Teresina, da Piauí, e Calma Urgente!, e os podcast de literatura 451 MHz, da Quatro Cinco Um e Rádio Companhia, da Companhia das Letras, além da newsletter Nem Toda Mulher.
A grande presença de público nessas atividades, que ocupou massivamente as cadeiras do Auditório e do Palco da Praça, além da Praça do Telão, quando não a calçada, mostrou que esse formato de edições especiais de podcasts, atrelado à experiência de ocupação pública, são uma tendência que deve permanecer na edição de 2027 d’A Feira do Livro.
Outro destaque notável foi o palestra-show Aos pés da letra, com Gregorio Duvivier, na quarta-feira pré-feriado, 3 de junho, que registrou uma fila de autógrafos com mais de duas horas de espera, em que todos os leitores e fãs foram atendidos.
Outras sessões de autógrafos também chamaram atenção: leitores formaram longas filas para conquistar exemplares autografados de autores da programação oficial d’A Feira do Livro, como Pilar Quintana, Sandro Veronesi, Natalia Timerman, Stefano Mancuso, Carla Madeira e Mariana Salomão Carrara. No último domingo (7), em demonstração de que A Feira recebe um público cativo e variado, os visitantes formaram filas para encontrar Caito Mainier e Daniel Furlan, do programa Falha de Cobertura, e o filósofo Fernando José de Almeida, o autor do livro mais vendido deste ano n’A Feira e uma das surpresas do festival.
Os apresentadores dos podcasts Foro de Teresina e Calma Urgente!, a cantora e compositora Zélia Duncan e o ator Thomás Aquino também foram tietados pelo público para fotos. A programação paralela também surpreendeu com longas filas, quando Pedro Bandeira, Silvana Rando e Gabriel Dearo, autor do sucesso Supercapivara, visitaram os estandes de suas editoras, causando furor no público infantojuvenil, e com a presença de nomes ilustres nos Tablados Literários, como a atriz Bruna Lombardi e a psicanalista Maria Rita Kehl
Literatura
As mesas dedicadas à escrita literária continuam sendo um dos pilares da programação d’A Feira do Livro, reiterando o poder da ficção como uma chave de compreensão do mundo, capaz de engajar leitores de diferentes gerações.
Logo no sábado de abertura, 30 de maio, o evento registrou aumento de público expressivo em comparação com anos anteriores, com 12.600 pessoas visitando A Feira, um crescimento de mais de 20% em relação a 2025, com os assentos do Palco da Praça completamente ocupados para o encontro com o autor italiano Sandro Veronesi.
No dia seguinte, 31 de maio, a escritora colombiana Pilar Quintana, destaque da literatura contemporânea internacional, encerrou a programação do primeiro domingo d’A Feira do Livro em conversa sobre seu novo romance, recém-lançado no Brasil.
Na emenda do feriado, 5 de junho, a programação principal recebeu grandes nomes da literatura brasileira, primeiro com uma mesa dedicada ao mais de meio século de carreira de Ana Maria Machado, depois com o encontro entre Carla Madeira e Mariana Salomão Carrara, duas das autoras de ficção mais lidas e premiadas dos últimos anos.
Política, música e futebol
Os relatos de não ficção, em diálogo com temas que ocupam o noticiário, também atraíram grande interesse do público d’A Feira do Livro. No primeiro domingo, 31 de maio, o historiador e deputado português Rui Tavares foi um dos destaques da programação, em mesa sobre polarização, identidade e guerras culturais; mesmo dia em que o escritor Frei Betto apresentou seu novo romance sobre as memórias da ditadura no Brasil, à luz de sua carreira religiosa e literária.
Na quinta-feira, 4 de junho, o cientista político Norman Finkelstein, uma das vozes mais contundentes contra o genocídio na Palestina, lotou o Auditório do Museu do Futebol ao conceder entrevista à repórter especial da Folha de S.Paulo, Patrícia Campos Mello. Por conta do sucesso do encontro, parte do público que não conseguiu entrar no auditório recebeu headsets para acompanhar a tradução da conversa. Já no segundo sábado do festival, o veterano Fernando Morais compartilhou os bastidores da trilogia biográfica escrita por ele sobre a vida do presidente Lula.
Dentre os diversos temas que permearam a programação, as mesas musicais foram alguns dos momentos mais marcantes da edição de 2026 d’A Feira. Já no primeiro dia, o quinteto de metais do Instituto Baccarelli abriu o Palco da Praça, e no mesmo dia o escritor brasileiro J.P. Cuenca entrevistou Tracy Mann, célebre produtora norte-americana que conviveu com alguns dos maiores nomes da música brasileira nos anos 1970. No domingo, o grupo Planeta Oca, projeto que une música e educação ambiental para crianças, encantou os pequenos no Espaço Rebentos.
Na segunda-feira, 1º de junho, a conversa entre Camilo Rocha e Gaía Passarelli sobre a noite paulistana atraiu bom público; na sexta-feira, o Espaço Motiva Tablado Literário recebeu Roberta Martinelli e Vinicius Castro para uma conversa sobre música, escrita, escuta e reinvenção; os ensaístas Augusto Massi, Arthur Nestrovski e Walter Garcia realizaram mesa sobre a canção “Águas de março”, de Tom Jobim; e Fabiana Caso, Talita Hoffmann e Rodrigo Carneiro se reuniram para um debate sobre como as cenas musicais nascem da relação íntima entre espaço urbano, juventude, política e desejo de pertencimento. E ainda, o Tablado Literário Bubu recebeu o ensemble da Fundação Theatro Municipal para uma apresentação com flauta, violoncelo e violinos.
O prolífico sambista e escritor carioca Nei Lopes cativou a plateia do Palco da Praça no encerramento da programação do feriado de Corpus Christi, na quinta-feira, 4 de junho. Na manhã do segundo sábado de festival, 6 de junho, foi a vez da cantora e compositora Zélia Duncan falar a respeito dos caminhos que a levaram para a arte e dos diálogos entre música e literatura em sua obra.
Ainda no feriado, o encontro entre o escritor paraense Daniel Munduruku e a autora chilena do povo Mapuche, Daniela Catrileo, reafirmou o pensamento indígena como presença na programação d’A Feira do Livro; e a primeira visita ao Brasil do filósofo e botânico italiano Stefano Mancuso atraiu grande público ao Palco da Praça.
Em ano de Copa, o futebol não poderia ficar de fora dos debates nem do campo. No sábado (6), autores, editores e jornalistas se enfrentaram no gramado da Mercado Livre Arena Pacaembu para o já tradicional Futebol das Autoras e dos Autores. A animada partida virou tema dos comentaristas do Falha de Cobertura, que se apresentaram no domingo (7).
Balanço
A Feira do Livro 2026 foi muito além da programação cultural. Ao disponibilizar espaços de convivência, como as duas praças de alimentação, atrações de parceiros distribuídas pela praça e cadeiras de praia para o público descansar, novos espaços de convivência surgem, e reforçam a dimensão de que eventos como A Feira do Livro são também importantes — e necessárias — opções de lazer cultural nas cidades brasileiras.
A grande adesão de editoras, de pequenas a grandes, e também as independentes, representando tanto autores consagrados quanto vozes emergentes, demonstra a capacidade d’A Feira do Livro de acolher a pluralidade da literatura contemporânea no Brasil — com destaque ao expressivo volume de vendas feitas durante o festival, de títulos publicados por casas editoriais consagradas, com décadas de atividade, mas também por editoras com poucos anos de existência, representando um importante fomento ao mercado editorial nacional.
Em 2026, A Feira do Livro continua o movimento de se consolidar como um dos principais encontros literários do Brasil, reunindo autores, editores, livreiros, leitores e novos públicos em torno do livro, da leitura, e da circulação livre de ideias. Ao ocupar a praça Charles Miller com uma programação diversa, gratuita e aberta, o festival reivindica a vocação de espaço de convivência, formação de leitores e fortalecimento da cultura literária no calendário da maior cidade do país.
Parte do calendário oficial da capital paulistana, com data fixa no feriado de Corpus Christi, A Feira do Livro 2027 acontecerá de 22 a 30 de maio do ano que vem.
Confira a lista de livros mais vendidos na Livraria da Travessa, livraria oficial d’A Feira do Livro 2026: