Finanças

Antes de contratar um empréstimo: 5 perguntas que todo aposentado e trabalhador deveria fazer

CEO da iCred reúne 5 perguntas essenciais que aposentados e trabalhadores devem fazer antes de contratar crédito consignado, antecipação do FGTS ou outras modalidades. Crédito: FreePik
CEO da iCred reúne 5 perguntas essenciais que aposentados e trabalhadores devem fazer antes de contratar crédito consignado, antecipação do FGTS ou outras modalidades. Crédito: FreePik

Mais de 81 milhões de brasileiros estão inadimplentes; especialista orienta cuidados antes de contratar crédito consignado, antecipação do FGTS ou outras modalidades

Data de Publicação: 20/maio/2026

O Brasil começou o ano com mais de 81 milhões de pessoas inadimplentes, segundo dados da Serasa Experian. O levantamento mostra que os brasileiros entre 41 e 60 anos concentram a maior parcela da população com nome restrito, com 35,6%. Na sequência aparecem as faixas de 26 a 40 anos (33,4%), acima de 60 anos (19,9%) e os jovens de 18 a 25 anos (11,1%).

Nesse cenário, modalidades como o crédito consignado e a antecipação do saque-aniversário do FGTS têm sido procuradas por trabalhadores e aposentados por oferecerem taxas de juros menores em comparação a outras linhas de financiamento. Especialistas, no entanto, alertam que mesmo nessas modalidades é essencial analisar os termos da operação antes de fechar o contrato.

“Quando o orçamento já está pressionado, recorrer ao crédito exige ainda mais cuidado. Entender os detalhes do contrato e avaliar o impacto das parcelas no orçamento é essencial para evitar que a dívida se torne ainda maior”, alerta Túlio Matos, CEO da iCred, fintech especializada em crédito consignado para beneficiários do INSS, antecipação do FGTS e consignado trabalhador.

Para ajudar na decisão, o executivo reuniu cinco perguntas que aposentados e trabalhadores devem fazer antes de contratar um empréstimo.

  1. Eu realmente preciso desse empréstimo agora?Antes de buscar crédito, é importante avaliar se o recurso é realmente necessário naquele momento. “O empréstimo pode ser uma ferramenta útil, mas precisa estar ligado a uma necessidade concreta ou a um planejamento financeiro. Muitas vezes vale revisar despesas ou buscar outras alternativas antes de assumir uma dívida a longo prazo”, afirma Matos.
  2. Qual é o custo total do empréstimo?Mais importante do que observar apenas o valor da parcela é entender o custo total da operação, considerando juros, tarifas e prazo do contrato. O principal indicador para isso é o CET (Custo Efetivo Total), que reúne todos os encargos da operação e permite comparar o preço real do empréstimo entre diferentes instituições. “Uma parcela aparentemente baixa pode esconder um CET mais alto, especialmente em contratos mais longos”, completa Matos. 
  3. A parcela cabe no meu orçamento?Mesmo em modalidades com desconto direto em folha ou benefício, como o consignado, é fundamental avaliar o impacto no orçamento mensal. “O crédito não pode comprometer despesas essenciais do dia a dia”, diz o executivo.
  4. Estou comparando propostas de diferentes instituições?As condições de crédito podem variar entre instituições financeiras. Por isso, pesquisar e comparar ofertas pode fazer diferença no custo final do empréstimo. “Hoje existem fintechs e plataformas que tornam esse processo mais transparente para o consumidor”, explica.
  5. Eu entendi todas as condições do contrato?Antes de assinar qualquer contrato, é importante verificar a taxa de juros, prazo, valor total da dívida, possibilidade de quitação antecipada e eventuais tarifas. “Também é fundamental checar o CET informado no contrato, pois ele consolida todos os custos envolvidos”, reforça o CEO. “Se houver dúvida, o consumidor deve pedir esclarecimentos. Entender o contrato evita surpresas e ajuda a tomar decisões mais seguras”, completa. 

Para Matos, planejamento financeiro e atenção às regras da operação são fundamentais para que a contratação de um empréstimo contribua para reorganizar as finanças, e não para ampliar o endividamento. “Independentemente da modalidade, seja crédito consignado, antecipação do FGTS, empréstimo pessoal, refinanciamento de veículos ou crédito rotativo, é essencial avaliar bem os custos, prazos e condições do contrato. Sem planejamento, o risco é que a dívida vire uma bola de neve”, conclui.

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