Crédito: Divulgação
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Carreira

Geração Prateada impulsiona mercado de trabalho e reforça estratégias de diversidade nas empresas

Profissionais 50+ ganham protagonismo e passam a integrar políticas estruturadas de inclusão e retenção de talentos em empresas como o Grupo Amil

Data de Publicação: 20/abr/2026

Diante das transformações demográficas no Brasil, o Grupo Amil tem investido na inclusão de profissionais com mais de 50 anos, acompanhando o crescimento da chamada Geração Prateada no mercado de trabalho e fortalecendo a diversidade etária em suas equipes.

Nas últimas décadas, o Brasil tem vivenciado uma transição demográfica significativa. Entre os principais indicadores está a elevação da expectativa de vida, que passou de 62,6 anos em 1980 para 76,4 anos em 2023. Esse movimento vem alterando de forma consistente a estrutura da População em Idade Ativa (PIA).

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) mostram que a participação de pessoas com 60 anos ou mais na PIA aumentou de 15% para 20% no mesmo período. Atualmente, esse grupo já representa um quinto dos brasileiros em idade para trabalhar, sendo o Rio de Janeiro, o estado com maior participação de idosos na PIA (24,1%).

Nesse contexto, pessoas com mais de 50 anos passaram a ser reconhecidas como Geração Prateada, em referência aos cabelos grisalhos, símbolo do envelhecimento. O termo destaca um grupo com identidade própria, cada vez mais engajado e com papel relevante na dinâmica econômica, social e cultural do país.

Em contraste com visões que associavam o envelhecimento à inatividade, fragilidade ou dependência, esse público tem ampliado sua presença no mercado de trabalho. O número de idosos ocupados cresceu 68,9%, passando de 5,1 milhões em 2012 para 8,6 milhões em 2024, o que representa um acréscimo de 3,5 milhões de pessoas, segundo o PNAD.

Diante desse cenário, empresas começam a estruturar políticas específicas para a atração desses talentos, incorporando a diversidade etária como parte de sua estratégia de negócio.

É o caso do Grupo Amil, que desde 2024 abriu vagas afirmativas para profissionais 50+ no Rio de Janeiro e em São Paulo. A iniciativa integra um movimento mais amplo de fortalecimento da diversidade nas equipes e de valorização da experiência como ativo organizacional.

Em 2025, a companhia contratou 406 profissionais com mais de 50 anos. Desse total, 77% são mulheres, 40% se autodeclaram pretas ou pardas e 15% são pessoas com deficiência, evidenciando a interseccionalidade das ações de inclusão. Atualmente, esse público representa 17% do quadro total de colaboradores.

“Profissionais com mais experiência contribuem diretamente para a qualidade da escuta e do relacionamento, especialmente em áreas como a saúde, em que o primeiro contato é determinante para toda a jornada do paciente”, afirma o vice-presidente de Pessoas e Segurança, Ricardo Burgos.

Ele destaca que o Grupo Amil, além de atrair esses talentos, também investe em um ambiente organizacional de acolhimento e performance, aumentando a permanência desse público através de ações como reconhecimento profissional, metas e desafios tangíveis, perspectiva de crescimento, comunicação direta, acessível e transparente, além de lideranças inspiradoras.

Para além dos indicadores, o movimento também se traduz em histórias de reinvenção profissional. Aos 50 anos, Márcia Lúcia de Souza iniciou sua trajetória no mercado formal após concluir o curso técnico de enfermagem. Contratada pelo Hospital Pan-Americano, da Rede Total Care, ela representa um perfil cada vez mais presente nas organizações: o de profissionais que constroem novas carreiras na maturidade.

Após enfrentar um quadro de depressão aos 45 anos, Márcia decidiu buscar uma ocupação com propósito. A escolha pela área da saúde contribuiu para superar a ansiedade e a timidez, além de abrir novas perspectivas de desenvolvimento. Hoje, ela se prepara para concluir a graduação em enfermagem e projeta crescimento contínuo.

“Não quero parar, quero crescer porque eu sei que a gente pode. Não é porque a gente tem 50 anos ou mais que a gente não possa crescer. Me espelho na minha professora da faculdade, que se formou com 54 anos. Ela me deu esperança. Pensei: então posso fazer enfermagem, vou terminar com 52 anos. Eu me sinto muito bem, me sinto gratificada por cuidar das pessoas com o meu trabalho”, conta.

A enfermeira Jacqueline Alves, de 54 anos, também foi contratada pelo programa e atua no Hospital de Clínicas Mário Lioni, em Duque de Caxias. Ela afirma que a convivência com diferentes gerações é uma oportunidade constante de aprendizado e que sua experiência contribui diretamente para a qualidade do atendimento.

“Minha trajetória profissional tem sido fundamental para o desempenho das minhas funções atuais. A experiência traz mais segurança na tomada de decisões, maior sensibilidade no cuidado com o paciente e melhor capacidade de lidar com situações adversas. Além disso, contribui para um atendimento mais humanizado, essencial na área da saúde”, destaca.

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