O Estúdio 50tão participou do 11º Encontro Fleury de Jornalismo em Saúde, realizado no dia 02 de setembro, onde renomados especialistas do Grupo Fleury debateram a rápida transição demográfica do Brasil, os segredos da microbiota intestinal, o poder do sono impulsionado por inteligência artificial e o lançamento de uma jornada inédita e personalizada de cuidado: o Fleury Lifecare
A Revolução Prateada no Brasil e o Mercado da Longevidade
O Brasil está envelhecendo em um ritmo extremamente acelerado. Atualmente, a expectativa média de vida do brasileiro supera os 76 anos. Estima-se que, até o ano de 2030, o país terá mais pessoas com mais de 60 anos do que crianças menores de 18 anos. Essa transição demográfica profunda redesenha a economia, o consumo e as relações de trabalho, apresentando-se também como um dos maiores desafios da medicina contemporânea.
Para atender a essa demanda e celebrar o seu centenário, o Grupo Fleury inaugurou recentemente a sua unidade emblemática Marco 100, localizada no bairro Jardim América, em São Paulo, com um investimento total de 35 milhões de reais. Focada em prevenção e longevidade saudável, a unidade abriga o inovador centro Fleury Lifecare.
A partir de dados oficiais e de uma metodologia própria, o Grupo Fleury estima que o mercado de longevidade no Brasil movimente cerca de 38 bilhões de reais anualmente. Desse total, que abrange nutrição, saúde mental, práticas integrativas, estética e fitness, R$ 6,5 bilhões estão no estado de São Paulo, sendo R$ 3,9 bilhões focados no segmento premium, que é justamente o público-alvo da unidade Marco 100.

O Desejo Genuíno por Qualidade de Vida
Pesquisas apresentadas por Patrícia Maeda, Presidente da Unidade de Negócios B2C do Grupo Fleury, revelam que a busca por longevidade ativa é um desejo real e consolidado entre os consumidores:
– 83% das pessoas afirmam que gostariam de viver mais, desde que essa longevidade venha acompanhada de qualidade de vida;
– 73% dos indivíduos que praticam exercícios diariamente aspiram viver uma vida saudável além dos 100 anos;
– 60% dos praticantes de atividades físicas priorizam produtos e marcas que promovam a longevidade;
– 26% monitorariam de forma metódica todos os seus hábitos diários se soubessem que isso prolongaria suas vidas.
Apesar dessa aspiração, o envelhecimento populacional impõe desafios epidemiológicos significativos. A prevalência das principais Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), como hipertensão, diabetes, câncer e AVC, é em média 119% maior na população idosa. Isso gera impactos nos custos de saúde, refletindo-se em preços de convênios médicos substancialmente superiores para os idosos (com aumentos de até 188% em relação às faixas etárias mais jovens). O encontro também trouxe discussões sobre novas tendências comportamentais e de saúde, incluindo a ascensão dos reguladores de apetite (como os medicamentos baseados em GLP-1, cuja patente da Semaglutida expira em março de 2026), que prometem impactar as taxas globais de obesidade pela primeira vez na história, e a tendência de planejamento familiar tardio, evidenciada por um aumento de 63% nas gestações de mulheres entre 35 e 39 anos e uma alta de 46,7% no congelamento de embriões no Brasil entre 2020 e 2024
“Envelhecer não é Sorte”: Os 6 Pilares da Longevidade Saudável
Durante o evento, o Dr. Pedro Saddi, endocrinologista e coordenador médico do Fleury Lifecare, desmistificou a ideia de que um envelhecimento ativo depende apenas da genética ou de fatores aleatórios: “Envelhecer com saúde não é sorte”. De acordo com os dados apresentados, cerca de 70% do processo de envelhecimento é influenciado por fatores modificáveis, ou seja, pelo estilo de vida e escolhas diárias do indivíduo.

Para guiar esse caminho, o Grupo Fleury estruturou sua abordagem de longevidade sobre 6 pilares científicos fundamentais, que devem ser tratados de maneira integrada e multidisciplinar: