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MaturiFest encerra 9ª edição reforçando longevidade como agenda de novos começos

O MaturiFest deixa como principal mensagem a ideia de que longevidade não significa apenas viver mais. Crédito: Renato Aoki
O MaturiFest deixa como principal mensagem a ideia de que longevidade não significa apenas viver mais. Crédito: Renato Aoki

Festival reuniu participantes de diferentes regiões do país e ampliou a presença de empresas, marcas e lideranças interessadas na diversidade etária

Data de Publicação: 17/ago/2026

O mercado já chegou. Essa é a percepção de Mórris Litvak, CEO e fundador da Maturi, ao fazer o balanço da 9ª edição do MaturiFest, encerrada neste sábado (15), na Unibes Cultural, em São Paulo. Ao longo de três dias, o festival colocou a longevidade no centro de discussões sobre carreira, negócios, relacionamentos, saúde e novos começos — e mostrou que o interesse pelo público 50+ vem crescendo para além dos limites de São Paulo.

“Essa nona edição marca um ponto de virada. A gente não está mais convencendo o mercado de que esse público existe, o mercado já chegou até nós. Isso ficou claro na quantidade de empresas, de marcas e de lideranças de RH que vieram entender de perto como transformar diversidade etária em estratégia. A expectativa que eu tinha não era só de público, era de relevância, e essa a gente superou”, afirma Mórris.

A expansão do festival também apareceu na origem de quem participou. Embora São Paulo tenha concentrado a maior parte do público, o MaturiFest recebeu pessoas de 14 estados e do Distrito Federal, vindas de diferentes regiões do país. Para Mórris, mais do que a presença de participantes de fora de São Paulo, chamou atenção a forma como essas pessoas se integraram à comunidade formada durante o evento.

“O que mais me surpreendeu foi o tanto de gente que veio de outras cidades e, principalmente, de outros estados, de diferentes cantos do Brasil, muitas vezes sozinha, sem conhecer ninguém aqui. E o que eu vi nos corredores foi um ambiente de confiança: gente puxando conversa com quem nunca tinha visto, trocando contato, se ajudando e saindo do festival com um grupo novo. Isso mostra a força que essa comunidade já tem espalhada pelo país.”

Em números, essa expansão se refletiu também no crescimento do público. Foram mais de 2,5 mil visitantes nos três dias, contra mais de 1.750 registrados em 2025 — um crescimento de 42,9%. Ao todo, 1,3 mil pessoas participaram da programação desta edição.

Para Andrea Tenuta, líder de Novos Negócios da Maturi, o crescimento da presença de pessoas de outros estados foi um dos principais destaques do festival. Mas, segundo ela, o que mais chamou atenção foi a relação construída entre o público e o evento.

“O que mais me surpreendeu neste ano foi o crescimento dos relatos, abraços, lágrimas e sorrisos genuínos e emocionantes de pessoas que nos encontravam circulando pelo festival para contar como o MaturiFest tem transformado suas vidas. E também o aumento, ano a ano, de novos participantes que chegam ao festival porque alguém os incentivou a vir. Isso mostra a força da Comunidade Maturi.”

As mulheres representaram 72% dos participantes, enquanto a maior concentração de público esteve na faixa entre 45 e 59 anos. Para além dos números, a programação buscou mostrar diferentes maneiras de viver essa etapa da vida, inclusive para quem passou décadas construindo uma carreira associada à juventude.

Foi o caso do ex-surfista Teco Padaratz, que aos 55 anos continua praticando o esporte e falou sobre sua relação com a maturidade. Para ele, manter a conexão com aquilo que sempre lhe deu prazer é uma das formas de não se limitar à idade.

“Eu acho que sou abençoado por ter aprendido a surfar. Toda vez que vou surfar, lembro que sou uma criança vivida há 55 anos, que continuo como uma criança. Não vou dizer que esse é o segredo, mas é o que me mantém jovem e me dá saúde para encarar os 50, 55 numa boa, sem paranoia, sem preocupação e sem me considerar, me autoenquadrar como 50+.”

A ideia de que maturidade pode significar abertura para novos capítulos também esteve presente na fala da ex-jogadora de vôlei Virna Dias. Aos 54 anos, ela compartilhou no festival a experiência de atravessar uma separação e se permitir construir uma nova fase da vida.

“Agora eu estou vivendo, me permitindo viver meu novo recomeço e não tem idade para isso. Não tem idade para você casar de novo, não tem idade para você namorar. Eu estou feliz com o meu novo momento. Hoje eu me sinto uma mulher realizada. Profissionalmente, cumpri minhas metas com o esporte, e agora é uma nova vida, um novo recomeço.”

Para Andrea, é justamente essa combinação entre conteúdo, encontros e experiências que faz com que o festival ultrapasse a ideia de um evento pontual.

“A cada ano temos o desafio de superar as expectativas da edição anterior e conseguimos. Tivemos um festival grandioso, com uma curadoria ímpar, e cada participante confirmou essa percepção a cada abraço que recebemos. O MaturiFest é mais que um evento. É uma experiência.”

Ao encerrar sua nona edição, o MaturiFest deixa como principal mensagem a ideia de que longevidade não significa apenas viver mais, mas ter mais possibilidades de continuar, mudar de rota, criar vínculos e começar novamente — em qualquer idade.

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