A chancela foi desenvolvida como resposta à crescente demanda por espaços que ofereçam conforto, segurança e qualidade ao público prioritário
Como forma de reconhecer os estabelecimentos comerciais e de serviços que se comprometem com o respeito, o acolhimento e a dignidade no atendimento à população 60+ e de pessoas com baixa mobilidade, a Fundação Vanzolini lança o “Selo Acolhe”. Uma chancela baseada em um referencial técnico desenvolvido como resposta à crescente demanda por espaços que ofereçam conforto, segurança e qualidade para pessoas idosas e com baixa mobilidade.
Para conquistar o selo, os estabelecimentos precisam atender a requisitos rigorosos de acessibilidade, gestão e qualidade no atendimento baseados nas diretrizes das normas ABNT NBR 9050 e a NBR 9077. O objetivo é acolher de forma plena os indivíduos que mantêm a autonomia e independência, incluindo aqueles com deficiências sensoriais e que utilizam tecnologias assistivas, como bengalas, aparelhos auditivos e cadeiras de rodas.
De acordo com Luiza Salomé, gestora do selo na Fundação Vanzolini, “o Selo Acolhe é um compromisso com a dignidade e a inclusão social de uma parcela da população que merece circular com total autonomia e segurança. Ao obter a chancela, o estabelecimento demonstra que dispõe de infraestrutura e atendimento humanizado”, explica ela.
O selo é aplicável a uma vasta gama de setores, incluindo restaurantes, bares e praças de alimentação; clínicas, hospitais, laboratórios e consultórios; e supermercados, shoppings, farmácias, bancos e hotéis.

Exigências técnicas que acolhem
A preocupação com a circulação é um dos principais itens do Selo Acolhe. Entre as exigências, os corredores precisam ser livres de obstáculos e atenderem às medidas de largura, dependendo da extensão do trajeto.
Para a facilitar a travessia entre os ambientes, as portas devem possuir um vão livre e precisam dispor, preferencialmente, de maçanetas tipo alavanca e de puxadores verticais ou horizontais instalados em alturas acessíveis, enquanto portas de vidro devem ter sinalização visual contínua.
Os pisos, tanto internos quanto externos, devem ser firmes, antiderrapantes em qualquer condição e possuir inclinação longitudinal inferior a 5%. Qualquer desnível acima desse percentual deve ser tratado como rampa, seguindo a norma ABNT NBR 9050.
Caso haja tempo de espera, o referencial técnico exige que o local ofereça ao menos duas cadeiras com braços de apoio, encosto e boa fixação ao piso para facilitar o movimento de sentar e levantar. A sinalização deve ser objetiva, com fontes legíveis e contraste de cores, identificando claramente sanitários, acessos e rotas de fuga.
Os banheiros acessíveis são indispensáveis e devem estar localizados em rotas próximas à circulação principal, com portas que abram para fora, barras de apoio firmemente fixadas e dimensões que permitam a manobra de uma cadeira de rodas.
Na área externa, os locais devem assegurar vagas de estacionamento exclusivas ou áreas de embarque e desembarque sinalizadas a uma distância máxima de 50 m da entrada.
Como forma de oferecer um atendimento humanizado, os estabelecimentos devem disponibilizar uma alternativa ao atendimento digital. Um exemplo, é a oferta de cardápios impressos em restaurantes, bares e lanchonetes.
Mobiliário acolhedor
No ambiente interno, entre as exigências do referencial técnico, está a obrigatoriedade de disponibilizar pontos de atendimento preferencial sinalizados, com balcões que possuam áreas acessíveis para cadeiras de rodas de acordo com as medidas exigidas.
Por exemplo, as mesas precisam de altura livre específica sob o tampo. E oslocais não podem expor os produtos em prateleiras posicionadas abaixo ou acima das medidas recomendadas. Caso os produtos sejam exibidos fora dos parâmetros técnicos, será obrigatório que o atendimento seja realizado por profissionais.
O barulho nestes estabelecimentos precisa ficar do lado de fora. O conforto acústico deve seguir o exigido pelo referencial técnico. Além disso, os gestores devem comprovar a manutenção de sistemas de climatização por meio do Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC). Controle integrado de pragas e posse de alvarás de funcionamento e sanitários.
Sobre a Fundação Vanzolini
A Fundação Vanzolini é uma organização sem fins lucrativos, criada por professores do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Desde a sua origem, tem como vocação integrar o conhecimento acadêmico às demandas do mercado, atuando como ponte entre teoria e prática. Ao conectar pessoas, empresas, governos e universidades, promove iniciativas que contribuem para o desenvolvimento da sociedade e para a aplicação concreta da ciência e da tecnologia.
Mais do que uma instituição de ensino ou certificação, a Fundação se posiciona como um ecossistema de inteligência. Seu propósito é transformar desafios complexos em soluções inovadoras, sustentáveis e eficazes, sempre guiada por rigor técnico, ética, visão sistêmica e pela escuta atenta das necessidades de cada cliente e parceiro. Reconhecida por sua confiabilidade, profundidade técnica e relevância, a Fundação Vanzolini entrega excelência em serviços e valor público. Seu trabalho fortalece instituições, impulsiona a gestão e contribui diretamente para a transformação da sociedade, mantendo-se como referência em qualidade e inovação.